Mostrando postagens com marcador Valores. Mostrar todas as postagens
Receita Para o Ano Novo
Qual a sua receita para o ano que chegou a poucos dias? Vestir essa ou aquela cor de roupa? Comer esse ou aquele tipo de comida? Oferecer algo a alguma divindade?
Talvez você ache isso tudo uma grande besteira e sua receita seja apenas passar a virada com quem ama e manter bons relacionamentos o ano inteiro. Ou ainda, quem sabe, é daqueles cuja receita é ir à igreja o ano todo, esperando, com isso, um ano de paz e prosperidade.
As pessoas têm várias “receitas” para que seu ano dê certo e pensando nesse assunto, comecei a imaginar qual seria a receita infalível para um ano de fato especial. Foi aí que me deparei com a seguinte afirmação de alguém que foi considerado muito sábio: “Consagre ao Senhor tudo o que você faz e os seus planos serão bem sucedidos.” (Provérbios 16:3). Que coisa… seria a tal receita, tão procurada todo início de ano, algo muito mais simples do que se imagina? Não requer roupa especial; não requer comer isso ou aquilo; não requer estar neste ou naquele lugar. Requer apenas o reconhecimento da soberania de Deus sobre todas as coisas e a entrega a Ele de todos os meus planos. Muito mais simples do que parecia.
Aí alguém diz: “Mas não é nada fácil entregar meus planos a qualquer um, até mesmo a Deus” - e eu concordo. E mais, digo que só a receita não gera o que queremos. É preciso ação e não estou falando só dá ação de entregar a Deus. Aqui, a dica vem de outra pessoa que sabia bem o que dizia. Pedro, o apóstolo que negou Jesus, disse o seguinte: “Humilhai-vos, portanto, sob a poderosa mão de Deus e Ele em tempo oportuno vos exaltará.” (I Pedro 5:6). Sim, é isso mesmo que você entendeu. A receita do ano novo e para todos os anos é a mesma - dependência total de Deus, levando nossos planos a Ele e esperando que em Sua Graça e Misericórdia Ele nos devolva não como pedimos, mas como melhor Lhe convém, porque pode acreditar que isso será o melhor para você também.
Que tal experimentar essa deliciosa receita de entregar tudo a Deus em 2016?
Joelhos que Ajudam
Há pouco mais de um ano, recebemos uma notícia muito difícil. Uma pessoa de nossa família que estava enfrentando uma gravidez de risco perdeu a filhinha com apenas quatro meses de gestação. São muito queridos nossos. Mas como santo de casa não faz milagre, ficamos numa situação constrangedora. Procuramos ajudar de alguma forma, mas o sofrimento é tamanho que eles preferiam o silêncio.
Há momentos em que as mãos estão incapacitadas de ser estendidas, mesmo que haja total disposição para tal. Há situações que as palavras não podem ser proferidas. E mesmo que uma palavra terna e cheia de compaixão seja escutada, parece ter pouca eficácia. Como podemos expressar amor prático nestas circunstâncias?
Houve um momento na história do apóstolo Paulo em que ele enfrentou uma sentença de morte, para que se lembrasse de não confiar em si mesmo, mas em Deus que ressuscita os mortos. Entretanto, reconhecia que a ação graciosa de Deus naquele momento veio a seu encontro por meio da ajuda dos Coríntios. E de que forma eles ajudaram? “Vocês também nos ajudaram com as suas orações a nosso favor” (2 Co 1:9-11).
Lembremos-nos que a oração é uma forma bastante prática de demonstrar amor. E com a garantia de anonimato, sempre que o quisermos.
Tenho me debruçado para amar da única forma que posso. E tenho descoberto que é uma poderosa forma de ajudar. Não com as mãos, nem com as palavras, mas com os joelhos no chão.
Pr Rodrigo Justino
Rodrigo Justino é pastor na Comunidade Cristã das Boas Novas, em São Paulo.
Há momentos em que as mãos estão incapacitadas de ser estendidas, mesmo que haja total disposição para tal. Há situações que as palavras não podem ser proferidas. E mesmo que uma palavra terna e cheia de compaixão seja escutada, parece ter pouca eficácia. Como podemos expressar amor prático nestas circunstâncias?
Houve um momento na história do apóstolo Paulo em que ele enfrentou uma sentença de morte, para que se lembrasse de não confiar em si mesmo, mas em Deus que ressuscita os mortos. Entretanto, reconhecia que a ação graciosa de Deus naquele momento veio a seu encontro por meio da ajuda dos Coríntios. E de que forma eles ajudaram? “Vocês também nos ajudaram com as suas orações a nosso favor” (2 Co 1:9-11).
Lembremos-nos que a oração é uma forma bastante prática de demonstrar amor. E com a garantia de anonimato, sempre que o quisermos.
Tenho me debruçado para amar da única forma que posso. E tenho descoberto que é uma poderosa forma de ajudar. Não com as mãos, nem com as palavras, mas com os joelhos no chão.
Pr Rodrigo Justino
Rodrigo Justino é pastor na Comunidade Cristã das Boas Novas, em São Paulo.
sexta-feira, 25 de setembro de 2015
Posted by Vanderlei Campos
Vocês também querem ir embora?
Jesus não desiste das pessoas, mas sim, o oposto acontece, sempre aconteceu. Um bom exemplo disso é a parábola da ovelha perdida. Ele era consciente da preciosidade da sua mensagem, do quanto cada um dos seus ouvintes era importante. Ao mesmo tempo, nosso Mestre mostrou aos seus ouvintes que a responsabilidade de crerem nEle é pessoal. O resultado é que muitos, mesmo ouvindo-o pessoalmente, acabaram abandonando-o, e para os que ficaram Jesus perguntou: "Será que vocês também querem ir embora?" (João 6.67)
Ele não estava preocupado com as ultimas pesquisas do ibope, se Sua popularidade ficaria comprometida. Seu compromisso era com o Reino, a santidade, a justiça e os valores de Deus. Servimos a um Senhor que não negocia seus princípios. Nosso Deus é gracioso e misericordioso, mas não compactua com o pecado.
Sempre existirão pessoas que darão somente alguns passos com Jesus; experimentarão sinais, serão abençoados, mas, em algum ponto de sua caminhada espiritual O deixarão pelos motivos, ou melhor, desculpas, mais variadas. Por isso, a pergunta de Jesus continua valendo ainda hoje: "Vocês querem ir embora?". Se há tanta gente abandonando-O, por que não aproveitar a oportunidade?
Não é o meu desejo, nem o de Jesus, que pessoas O abandonem. Não gostaria que ninguém se perdesse, ou caísse fora. No entanto, ficar, continuar, andar com Jesus tem implicações. Não podemos compactuar com o pecado; não podemos negociar seus princípios; devemos manter compromisso com o Reino, lutar pela santidade, pela justiça e pelos valores de Deus.
Que sua resposta para esta pergunta seja a mesma de Pedro: “Para onde iremos? Quem vamos seguir? Só o Senhor tem as palavras de vida eterna.” (João 6.68)
Seguindo Cristo, decididamente, Sinval Jr.
Sinval Jr é pastor na Comunidade Cristã das Boas Novas (CCBN) em São Paulo.
Mais Valiosos Que Pardais
Os passarinhos são figuras queridas para a maioria. Ainda quando pequeno na casa da minha avó me lembro de um pássaro preto lindíssimo, cujo cantarolar se fixou em minha mente de tal modo que por vezes me pego repetindo a melodia com meu tosco assobio. A paixão de meu tio por passarinhos cresceu tanto que às vésperas de seu falecimento ele contava com um viveiro repleto de 300 pássaros dos mais variados tipos. Sem seus cuidados, a frágil estrutura destes pequenos pássaros jamais lhes proporcionaria uma vida tão longa e cheia de qualidade. Algo com que sonham todos os homens.
Certamente a vida humana tem suas próprias fragilidades. Alie-se isto a um contexto tão ameaçador quanto o nosso e fica fácil entender porque as pessoas vivem atormentadas pelo medo. Passear pelas imediações do Campo Belo à noite, por exemplo, pode ser uma aventura mais perigosa que arborismo ou escalada com poucos equipamentos de segurança (E aí, aventureiro, vai encarar?).
O medo paralisa. Nos deixa neuróticos. Conheci uma mãe que vivia com um pano numa mão e álcool na outra para limpar cada canto da casa por onde passava sua filha, pois vivia em pânico apenas em imaginar que ela poderia pegar uma destas superbactérias fatais. Também me lembro de uma jovem que não ia a lugar algum exceto de táxi, e, ainda assim, de uns poucos taxistas conhecidos. E a lista poderia ser bastante longa. Talvez você mesmo pudesse acrescentar algo a ela.
Jesus sabe que vivemos num ambiente inseguro. Mas nos adverte que não sejamos dominados pelo medo: “Não tenham medo. Vocês valem mais do que muitos pardais!” (Mateus 10:31). Deus tem cuidado de nós, muito mais do que meu tio cuidava de seus queridos passarinhos. O que nos protege do medo é a certeza de que nossas vidas estão nas mãos do nosso Senhor, e que ele efetivamente nos ama.
O apóstolo João disse certa vez que o amor expulsa o medo e quem vive atemorizado não está aperfeiçoado no amor (1 João 4:17-18). Este é o elo que une os dois textos. Se eu estou confiante no amor do Pai por mim, posso descansar e viver seguro. Isto não implica dizer que não tomaremos cuidado. Antes, significa que não confiaremos tanto em nossos cuidados, como no grande cuidado dEle por nós.
Rodrigo Justino
Rodrigo Justino é pastor na Comunidade Cristã das Boas Novas (CCBN), em São Paulo
Certamente a vida humana tem suas próprias fragilidades. Alie-se isto a um contexto tão ameaçador quanto o nosso e fica fácil entender porque as pessoas vivem atormentadas pelo medo. Passear pelas imediações do Campo Belo à noite, por exemplo, pode ser uma aventura mais perigosa que arborismo ou escalada com poucos equipamentos de segurança (E aí, aventureiro, vai encarar?).
O medo paralisa. Nos deixa neuróticos. Conheci uma mãe que vivia com um pano numa mão e álcool na outra para limpar cada canto da casa por onde passava sua filha, pois vivia em pânico apenas em imaginar que ela poderia pegar uma destas superbactérias fatais. Também me lembro de uma jovem que não ia a lugar algum exceto de táxi, e, ainda assim, de uns poucos taxistas conhecidos. E a lista poderia ser bastante longa. Talvez você mesmo pudesse acrescentar algo a ela.
Jesus sabe que vivemos num ambiente inseguro. Mas nos adverte que não sejamos dominados pelo medo: “Não tenham medo. Vocês valem mais do que muitos pardais!” (Mateus 10:31). Deus tem cuidado de nós, muito mais do que meu tio cuidava de seus queridos passarinhos. O que nos protege do medo é a certeza de que nossas vidas estão nas mãos do nosso Senhor, e que ele efetivamente nos ama.
O apóstolo João disse certa vez que o amor expulsa o medo e quem vive atemorizado não está aperfeiçoado no amor (1 João 4:17-18). Este é o elo que une os dois textos. Se eu estou confiante no amor do Pai por mim, posso descansar e viver seguro. Isto não implica dizer que não tomaremos cuidado. Antes, significa que não confiaremos tanto em nossos cuidados, como no grande cuidado dEle por nós.
Rodrigo Justino
Rodrigo Justino é pastor na Comunidade Cristã das Boas Novas (CCBN), em São Paulo



