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A Cantareira, Elias, Eu e Você
Elias foi um profeta que teve a difícil missão de encarar um rei meio sem ação, mas casado com uma mulher que não levava desaforo para o palácio. Elias teve alguns confrontos com o rei Acabe, mas quem o jurou de morte foi Jezabel.
Em um desses confrontos, Elias orou a Deus e a terra simplesmente não viu chuva por 3 anos e meio. Isso mesmo, 3 anos e meio! Imagina como ficaram as Cantareiras, as Billings, as Guarapirangas e outras reservas de água de Israel. Provavelmente, secas, muito secas.
E como ficaram a vida animal, as plantações, os banhos, a vida das pessoas nesse tempo? Provavelmente secas, muito secas. Tanto que a história de Elias conta sobre uma grande fome que se abateu sobre aquele povo.
Já imaginou isso acontecendo agora, em São Paulo? Pois é... estamos no mesmo barco! E já que é assim, o que podemos fazer?
Não sei se algum Elias atual orou para que não chovesse, mas acredito que o povo de Deus pode, a semelhança de Elias, orar para que volte a chover. Tiago 5 diz que Elias era um homem como nós "sujeito as mesmas paixões" e que ele orou novamente e a chuva voltou, regando a Terra seca e trazendo de volta a vida!
Agora que você leu este texto, assuma sua parte na responsabilidade de orar para que DEUS nos mande de novo a chuva, não só sobre São Paulo ou sua cidade, mas em todo local onde há necessidade.
Eu estou fazendo a minha parte!
Forte abraço.
Onde está a vitória da morte?
Ver sendo fechado um caixão com uma jovem, mãe de duas crianças pequenas e mais, saber que não morreu de “causas naturais”, mas porque preferiu dar fim a vida, é de uma tristeza sem tamanho.
Olho para o marido, que tem no rosto estampado a dor e a descrença, como se tudo que estava ocorrendo ali, embora real, não estivesse de fato acontecendo, poder abraçá-lo fortemente, me rasga o coração.
Não nos conhecemos há muito tempo, mas o amor de DEUS nos une de uma forma incrível, onde podemos sentir, compartilhar, rir e chorar com recém conhecidos, assim como amigos e irmãos de anos… é o laço do sangue de Jesus que faz isso, por isso, sofremos, quase como se fosse nosso próprio irmão na carne que estivésse ali, desolado, e nossa irmã, sendo colocada naquele lugar aberto no meio do jardim preparado para isso.
Sofro, não entendo… tenho vontade de fazer alguma coisa que sei que não será possível. Sei também que não sou o único: muitos irmãos estão nessa, mas parece que cada um tem a sua parte a carregar.
Ouvi algumas pessoas dizendo que ela não suportou a pressão, a doença, o tratamento e outras coisas mais. Alguém me disse: “Oramos por ela há dois dias atrás, para que DEUS mudasse sua vida e lhe desse paz!”, e outras coisas que quase encostam na idéia de que a doença venceu, trazendo a morte.
Não creio…
Não acredito que a doença venceu e muito menos a morte. Pelo contrário: a vida venceu, vida abundante em Cristo Jesus. Sim, porque apesar da trágica morte, ela já tinha a plena certeza da Salvação em Cristo Jesus.
Glória a DEUS… em meio a tudo isso posso ver que a morte não venceu! Pelo contrário, o sofrimento da doença perdeu para a vitória da vida eterna, junto ao Pai. Creio que DEUS respondeu a oração de uma forma que não esperávamos e até nos choca, mas Ele deu paz ao cansado e também creio que DEUS a recebeu carinhosamente dizendo: “Filha, aqui é seu lugar. Chega de remédios, de terapias, de dor, de choro… Chega de noites mal dormidas, de dias longos, de cansaço físico e mental. Agora você está em casa. Descanse!”
Meu amigo Jorge, não sei se você lerá isso um dia, mas espero que seu coração seja consolado com a certeza de que a vida da Marta não acabou: pelo contrário, começou e lá, onde um dia esperamos também estar, não haverá choro, nem separação, mas louvor e gratidão ao DEUS que tudo criou. Criador, sustentador, doador e soberano Senhor!
A ELE toda a glória, hoje e sempre, amém!
O livro perigoso
- Então, porque não devolvemos a Ele, já que não o usamos?
Crentes ou evangélicos?
Eu não sei qual a sua opinião, mas vivo a me perguntar sobre com qual dos títulos acima é melhor que sejamos conhecidos: Crentes ou evangélicos? Eu, pessoalmente, já fiz a minha escolha. Tenho saudades dos tempos em que éramos conhecidos como crentes. E sabem de uma coisa: Era isso que estabelecia toda a diferença. Éramos crentes. Bem, você pode estar se perguntando: E daí? O que significava de fato ser crente? Em que os chamados crentes e a igreja de outrora se diferenciavam dos evangélicos de hoje? Vou responder, lembrando-lhe que esta é minha visão pessoal.
Os crentes de outrora diferentemente dos evangélicos de hoje, eram conhecidos como pessoas diferentes. Você já ouviu expressões tais como: “Não há diferença alguma, todas as igrejas são iguais”. Pois bem, esse conceito só surgiu após passarmos a ser conhecidos como evangélicos, e não mais e tão somente como crentes.
Os crentes de outrora, diferentemente dos evangélicos de hoje, tratavam pecado como pecado e não como “desvio de comportamento”, “caso” ou outro rótulo qualquer. A igreja composta pelos crentes de outrora se preocupava com uma vida de santidade, vida de modo diferente dos que ainda não se haviam convertido. Ser crente significava ser diferente.
Aos crentes de outrora, ao contrário dos evangélicos dos nossos dias, não era preciso ao pastor implorar para que chegassem à hora nos cultos. Eles tinham alegria de estar na casa de Deus. Conheciam e viviam espontaneamente as verdades registradas nos Salmos: “Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor (...). Vale mais um dia nos teus átrios do que mil dias em qualquer outro lugar. Prefiro estar à porta da casa do meu Deus, a habitar nas tendas da perversidade” (Salmos 122. 1 e 84.10).
Aos crentes do passado não era necessário suplicar para que contribuíssem com a obra missionária. Ao contrário dos evangélicos de hoje, eram apaixonados pelas almas sem Jesus e salvá-las era a sua prioridade.
Diferentes dos evangélicos de hoje, os crentes do passado entregavam seus dízimos fiel e regularmente, entendendo que os mesmos pertenciam ao Senhor. É claro que havia na igreja “Ananias e Safiras”, mas eram uma exceção, ao contrário do que ocorre na igreja dos evangélicos, onde esses são a regras.
Aos crentes de outrora, o culto com os hinos e a pregação da palavra era suficiente para alimentar-lhes a alma e o coração. Ao contrário dos evangélicos de hoje, não necessitavam de shows e estrelas num palco para lhes dar a ilusão que foram satisfeitos. Tinham sede e buscavam aquilo que lhes atendia as necessidades da alma e não os desejos das emoções.
Pessoalmente, tenho saudades de éramos conhecidos como crentes, apenas como crentes. Isso significava ser um povo diferente, que amava a Deus, sua igreja, seu dia de culto (o domingo), sua palavra e que tinha a Escola Bíblica Dominical como o lugar para se enriquecer e instruir seus filhos no ensino da Bíblia.
Ser evangélico hoje é ser como todo mundo. Somos a maior geração de evangélicos do Brasil. Temos uma bancada evangélica no Congresso Nacional. Há um número sem fim de evangélicos eleitos e centenas de outros querendo se eleger. Somos milhares de igrejas evangélicas espalhadas pelo Brasil. E daí? Tudo isso tem causado quase nem um impacto na sociedade.
Temos sido alvos de chacota, escárnio, zombaria, desdém, pouco caso e descaso. E isso por causa da nossa conduta. Vivemos como evangélicos e assim somos conhecidos, mas já não somos reconhecidos como crentes. O povo da bíblia, da EBD, do culto, da igreja. Um povo diferente. O povo de Deus.
Posso até estar sendo retrógrado. Aliás, já me rotularam assim muitas vezes, mas sinto saudades do tempo em que éramos conhecidos como crentes em Jesus Cristo, e confesso que, pelos motivos acima expostos, não me identifico muito com o termo evangélico. Ele quase sempre soa pejorativo. Que se há de fazer? É assim que penso, é assim que creio.
Joás Máximo Oliveira: Pastor da SIB Cachoeiro de Itapemirim – ES
Transcrito do Jornal Batista de 27/02/11
Nota do Editor: particularmente, faço minhas as palavras do irmão Joás e me posiciono firmemente como CRENTE e não evangélico.
Infelizmente, vivemos um tempo em que alguns nem mais se consideram como evangélico, mas neo-evangélicos. Triste ver que não se trata de uma melhoria, mas de uma terrível piora nas já tão angustiantes ações que vemos hoje na igreja.
Que DEUS tenha misericórdia e derrame graça sobre Seu povo.
Balanço
Nesta época do ano a expressão “fechado para balanço” é muito comum. As empresas se preparam para fazer isso e as pessoas também fazem, ou deveriam fazer.
Nestes dias, corremos para TV a fim de ver a “Retrospectiva do Ano” e nos lembramos das coisas que aconteceram, mas que por um motivo ou outro deixamos para trás, normalmente atropeladas pelo ritmo acelerado de nossos dias.
Então, parar para rever o ano que passou é bom! Nos ajuda a relembrar coisas e até a olhar para frente com outros olhos. O próprio Salmista escreveu: “Ensina-nos a contar os nossos dias de tal maneira que alcancemos corações sábios.” (Salmos 90:12). Aprendi na minha infância que a mensagem era: fique contando as bençãos que você recebeu; esqueça as dores pelas quais passou, pois isso trará sabedoria. Hoje, fazendo uma análise deste versículo a luz dos acontecimentos na minha vida, entendo que não foi isso que o salmista quis ensinar.
Na verdade, penso que o salmista nos faz um convite a relembrar periódicamente todos os acontecimentos – bons e maus – de nossa vida, ou seja fazer um balanço de nossa vida. E o que fazer com os “dados” levantados? Alcance coração sábio, louvando a DEUS e reconhecendo Sua ação, poder e majestade sobre os fatos, sejam quais forem. Sobre aquilo que foi bom, vibre, se alegre, comemore e dê toda a glória a DEUS. Sobre os fatos ruins, medite, aprenda, chore e diga a DEUS como está o seu coração com isso, mas não se esqueça de olhar para DEUS como aquele que ainda está ao seu lado, mesmo quando a coisa não parece tão boa assim.´
Neste ponto, tenho que admitir que é muito mais fácil escrever sobre isso do que viver. O balanço de 2010 me traz muito choro e algum sorriso. Talvez diria que a melhor imagem para 2010 é esta foto:
De fato, alguém já disse que viver é uma aventura, mas não é a isso que me refiro quando comparo este ano a uma enorme montanha russa e sim o fato de que passei de extremos de alegria a extremos de profunda dor, passando por momentos em que não sabia se ria ou chorava, nem mesmo se tinha vontade de rir ou chorar.
Então, qual a solução?
1. Resolvi que mesmo que chore, DEUS continua sendo meu alvo, meu juiz e meu Pai. Portanto, sabendo que Ele tem todo o domínio, NELE eu continuo confiando a minha vida.
2. Tomei como “lema” para o ano de 2011, a canção de um amigo, cuja letra você pode conhecer, mas mesmo assim está reproduzida a seguir. Você também poderá ouví-la aqui no blog, logo abaixo.
Não sei qual a sua situação hoje. Sei da minha e de alguns mais próximos, mas meu conselho e oração é para que as palavras abaixo toquem o seu coração e façam de 2011 um ano marcante da Sua presença para você.
DEUS nos abençoe e feliz 2011.
Amolece O Meu Coração (Jorge Camargo)Amolece o meu coração, Sonda a minha motivação Com vinho que é o teu sangue |
Amolece meu coração, Jorge Camargo, cd Presença
A luta do amanhecer
Sempre fui apaixonado pelo amanhecer. As cores, os tons, o sol aparecendo no horizonte e a escuridão da noite indo embora só pode ser traduzida em uma palavra pra mim: lindo.Já tive a oportunidade de fazer algumas fotos do amanhecer, como a que está ao lado e lendo o texto de Gênesis fico pensando como teria sido isso.
No meio da iluminação precária da noite, feita por uma fogueira ou talvez tochas, Jacó vem lutando bravamente com um “homem”, na verdade o próprio DEUS. Enquanto a luta segue, o tempo vai passando e vem chegando a manhã de um novo dia. Diz a continuação do texto, que nesse tempo a luta acaba, porém, não sem antes Jacó ter a benção de DEUS sobre si, talvez o motivo da luta,
No Salmo 35, encontramos mais informações sobre as “lutas da noite, até a chegada do dia” (“Pois a sua ira só dura um instante, mas o seu favor dura a vida toda; o choro pode persistir uma noite, mas de manhã irrompe a alegria.” Sl. 30:5);
Depois de vários anos de luta contra diversos problemas (saúde, finanças, etc,), chegamos ao final deste ano com uma excelente perspectiva de retomada, com saúde e um novo contrato de trabalho. Mas o amanhecer ainda não chegou. Numa volta pra casa, um pé quebrado me tirou por praticamente dois meses das atividades que já estavam assumidas. Como resultado, além de uma redução na atividade trabalhista e consequentemente no orçamento mensal, um período de imobilidade, que não permite inclusive participação em atividades de final de semana, como a ida aos cultos, por exemplo e várias outras coisas que acontecerem nestes dias, tentando perturbar a nossa paz.
Entendendo que estamos lutando já ao amanhecer. A vitória final está perto, mas enquanto não chega, temos que agir com bravura e com determinação, certo de que ao final da luta vem a benção de DEUS.
Um amigo me relatou que sua luta estava apenas no começo: tem alguns dias que ele e sua esposa foram abatidos com a notícia que sua filhinha de apenas 3 anos tem diabetes. Tudo muito doloroso, ao ver aquele pequeno ser obrigado a tomar injeções diárias e, eventualmente algumas ao longo do dia, mesmo não tenho a menor idéia do que está acontecendo.
E você? Qual a sua luta hoje? Em que momento está a sua luta?
Saiba que independente do momento em que você se encontra hoje, há um final. Vem o amanhecer e tudo será melhor visto. Vem o amanhecer com a benção de DEUS. Não desista!
Grande abraço e minha oração para que possamos ter força para lutar.
Vanderlei Campos
Confessionário
E com você? Isso também ocorre?
Confessionário é um novo item deste blog, onde pretendo colocar algumas coisas que me marcaram por ter martelado em minha cabeça que poderia não ter sido assim!
Espero que se sinta bem lendo essas mensagens e se por acaso você se identificar com alguma delas, compartilhe conosco, ou tente simplesmente tente ver com outros olhos e pense a respeito.
Quem sabe o que DEUS poderá fazer com nossas confissões?

